O adoecimento mental tem se tornado uma realidade cada vez mais presente na rotina de profissionais da Educação e da Saúde no estado de São Paulo. É o que revela uma pesquisa divulgada pelo Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), que aponta índices elevados de sofrimento emocional associados às condições de trabalho nessas áreas.

De acordo com o levantamento, 97,6% dos profissionais da Educação afirmam relacionar algum nível de sofrimento emocional à atividade que exercem. No setor da Saúde, o índice também chama atenção: 81,1% dos trabalhadores fazem a mesma associação, evidenciando um cenário preocupante em dois dos pilares mais importantes do serviço público.

O estudo reuniu respostas de profissionais de ambas as áreas e indica não apenas o avanço do adoecimento mental, mas também mudanças significativas na organização do trabalho. Entre os principais sintomas relatados estão ansiedade, síndrome do pânico, depressão e distúrbios do sono — condições que afetam diretamente a qualidade de vida e o desempenho profissional.

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Além dos impactos emocionais, a pesquisa também destaca o adoecimento físico como consequência das condições de trabalho. No setor educacional, 80,2% dos entrevistados afirmam que problemas de saúde estão ligados à rotina profissional. Já na área da Saúde, esse percentual chega a 72,3%.

Outro dado relevante diz respeito ao afastamento das atividades. Entre os profissionais da Educação, 60,3% relataram já ter precisado se afastar do trabalho em algum momento por questões de saúde. No setor da Saúde, o índice também é expressivo, com 54,5% dos trabalhadores apontando afastamentos.

Os resultados revelam um cenário de desgaste contínuo, marcado por sobrecarga, pressão e desafios estruturais que impactam diretamente o bem-estar dos profissionais. A percepção de esgotamento acumulado ao longo do tempo aparece como um dos principais fatores relatados pelos entrevistados.

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Diante desse quadro, especialistas apontam a necessidade de políticas públicas e medidas institucionais voltadas à melhoria das condições de trabalho, à valorização profissional e ao cuidado com a saúde mental. A discussão ganha relevância em um momento em que Educação e Saúde desempenham papel central no funcionamento da sociedade.

O levantamento reforça o alerta sobre a urgência de enfrentar o problema de forma estruturada, considerando que o bem-estar desses profissionais está diretamente ligado à qualidade dos serviços prestados à população.

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