A Gol Linhas Aéreas deu mais um passo decisivo rumo ao fechamento de seu capital. A companhia informou nesta quinta-feira (29) que recebeu autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para o registro da Oferta Pública de Aquisição (OPA) de suas ações preferenciais, etapa fundamental para a saída do Nível 2 de Governança Corporativa da B3 e para o encerramento de sua condição de empresa listada em Bolsa.

Com a conclusão do processo, a Gol deixará de ter ações negociadas publicamente no mercado financeiro brasileiro, passando a operar como uma companhia de capital fechado, com participação restrita a um grupo específico de acionistas. A intenção de deixar a Bolsa já havia sido anunciada pela empresa em outubro do ano passado, como parte de uma estratégia mais ampla de reorganização corporativa.

Segundo a companhia, o fechamento de capital está alinhado ao objetivo de reduzir custos operacionais, simplificar a estrutura societária e consolidar a reestruturação financeira iniciada após o processo de recuperação judicial nos Estados Unidos, encerrado em junho de 2025. A empresa busca, com isso, maior flexibilidade para tomar decisões estratégicas em um setor historicamente pressionado por margens apertadas, custos elevados e volatilidade cambial.

Em novembro, os acionistas aprovaram, em assembleia, a incorporação da Gol Linhas Aéreas Inteligentes e da Gol Investment Brasil (GIB) pela Gol Linhas Aéreas S.A. (GLA). As ações da GLA pertencem integralmente à controladora, o que facilita a reorganização societária e abre caminho para a retirada definitiva da companhia do mercado acionário.

A Oferta Pública de Aquisição é um instrumento regulado pela CVM e pode ser utilizada em diferentes contextos, como fechamento de capital, consolidação do controle societário, simplificação da estrutura acionária ou saída de investidores em processos de fusão e reorganização empresarial. No caso da Gol, a OPA permitirá que os acionistas minoritários se desfaçam de suas participações antes da exclusão da empresa da Bolsa.

De acordo com o edital da oferta, os detentores de ações preferenciais poderão vender seus papéis pelo valor de R$ 11,45 por lote de mil ações. O leilão da OPA está agendado para o dia 19 de fevereiro, e será realizado na sede da B3, em São Paulo.

Atualmente, a Gol é controlada pela holding Abra, que também detém o controle da companhia aérea colombiana Avianca. A Abra concentra 99,97% das ações ordinárias e 99,22% das ações preferenciais da Gol, o que evidencia o elevado grau de concentração acionária e reforça a viabilidade do fechamento de capital.

A saída da Gol da Bolsa marca um novo capítulo na trajetória da empresa e reflete um movimento cada vez mais frequente entre companhias que buscam maior autonomia de gestão em um ambiente econômico desafiador, especialmente no setor aéreo brasileiro.

By

JÁ LEU?

A ponte Rio Grande, que passa sobre o rio de mesmo nome, será totalmente interditada na noite desta quinta-feira (5/2), após apresentar trincas em um dos pilares da estrutura. A ponte liga a cidade de Conceição das Alagoas, em Minas Gerais, a Miguelópolis, no interior de São Paulo. O Departamento de Estradas de Rodagem (DER) de Minas Gerais já havia determinado que apenas veículos de até quatro toneladas poderiam circular pela ponte, mas, após uma nova vistoria, realizada nessa quarta-feira (4/2), o departamento determinou a interdição total. A ponte é considerada um importante elo de ligação entre a Rodovia MG-427 e o estado de São Paulo, garantindo acesso a municípios do interior paulista, como Barretos. Uma das opções de desvio para os motoristas que usam o trajeto é seguir pela MG-427 até a cidade de Planura, depois acessar a BR-364 – que passa a se chamar SP-326 quando muda de estado, seguir até Barretos e, de lá, continuar pela SP-25 até a cidade de Guaíra. Outra rota alternativa é pela MG-427, no sentido de Uberaba, depois seguir pela BR-050 até a cidade de Delta e, ao atravessar a divisa entre Minas Gerais e São Paulo, continuar pela SP-330 em direção a Ituverava e, de lá, acessar a SP-385 até Miguelópolis. Segundo profissionais envolvidos na análise da ponte, as dimensões das trincas identificadas “comprometem a segurança dos usuários”. “O DER-MG está em contato com o Departamento Rodoviário de São Paulo com o objetivo de viabilizar ações para recuperação da estrutura, possibilitando a retomada da circulação de veículos no local”, diz o comunicado. Não há previsão para a retomada do tráfego na via. Enquanto isso, o departamento de estradas mineiro orienta que os motoristas respeitem “rigorosamente” a interdição e a sinalização instalada no local.