Advogado apresenta um lindo romance de época usando como pano de fundo as fazendas de café no Brasil durante o século XIX e início do Século XX

 

O que acontecerá quando Rosita, que levava até então uma vida recatada, dedicada a cuidar dos seus irmãos mais novos e da casa na fazenda é oferecida em casamento para Antônio, solteirão boa vida, que prometia a si mesmo não se casar jamais?

No auge da surpresa nossa protagonista não acata o arranjo feito por seus pais, o que provoca um turbilhão de acontecimentos na vida de todos os personagens apresentados nesta narrativa que traz uma personagem forte, com olhar a frente do seu tempo, onde sua posição contrária ao casamento de uma jovem com um homem maduro será testada ao máximo além de encontrarmos durante a leitura temas importantes e interessantes como as posições à favor e contra o tratamento e a libertação dos escravos, a ascensão e queda das regiões produtoras de café no Brasil, o impacto na economia e até na política numa época em que nosso país ainda vivia sob a dominância dos Barões do café.

Acompanhe a saga de Rosita até as últimas páginas deste romance que é uma agradável surpresa, com aroma de uma boa xícara de café.

 

Em “Rosita”, Antônio Cândido nos faz caminhar pelo passado, através de uma pesquisa minuciosa sobre duas famílias e nos leva a um período pioneiro das regiões fluminense e paulista, até chegar aos nossos dias, com a riqueza trazida pelo café e depois pela imigração com o comércio e a indústria. O leitor conhecerá não somente a personagem que dá nome a narrativa mas conviverá com personas muito interessantes como um barão do café, um genro tímido mas valoroso, os intermediários da exportação do café e seus métodos, as pessoas que fizeram de São Paulo o grande estado que é, a riqueza, a juventude e o destino de Rosita, com seu caminho de busca interior. Uma leitura prazerosa, nostálgica, respeitosa e apresenta de maneira única a escrita como ato de preservar memórias, como forma de agradecimento aos acertos e erros do passado.

Roberto Duailibi – Prefaciador de Rosita é escritor, professor, palestrante e um dos maiores publicitários do Brasil

CASA Projetos Literários – 10 anos!

Facebook e Instagram: @casaprojetosliterarios

 

By

JÁ LEU?

A ponte Rio Grande, que passa sobre o rio de mesmo nome, será totalmente interditada na noite desta quinta-feira (5/2), após apresentar trincas em um dos pilares da estrutura. A ponte liga a cidade de Conceição das Alagoas, em Minas Gerais, a Miguelópolis, no interior de São Paulo. O Departamento de Estradas de Rodagem (DER) de Minas Gerais já havia determinado que apenas veículos de até quatro toneladas poderiam circular pela ponte, mas, após uma nova vistoria, realizada nessa quarta-feira (4/2), o departamento determinou a interdição total. A ponte é considerada um importante elo de ligação entre a Rodovia MG-427 e o estado de São Paulo, garantindo acesso a municípios do interior paulista, como Barretos. Uma das opções de desvio para os motoristas que usam o trajeto é seguir pela MG-427 até a cidade de Planura, depois acessar a BR-364 – que passa a se chamar SP-326 quando muda de estado, seguir até Barretos e, de lá, continuar pela SP-25 até a cidade de Guaíra. Outra rota alternativa é pela MG-427, no sentido de Uberaba, depois seguir pela BR-050 até a cidade de Delta e, ao atravessar a divisa entre Minas Gerais e São Paulo, continuar pela SP-330 em direção a Ituverava e, de lá, acessar a SP-385 até Miguelópolis. Segundo profissionais envolvidos na análise da ponte, as dimensões das trincas identificadas “comprometem a segurança dos usuários”. “O DER-MG está em contato com o Departamento Rodoviário de São Paulo com o objetivo de viabilizar ações para recuperação da estrutura, possibilitando a retomada da circulação de veículos no local”, diz o comunicado. Não há previsão para a retomada do tráfego na via. Enquanto isso, o departamento de estradas mineiro orienta que os motoristas respeitem “rigorosamente” a interdição e a sinalização instalada no local.