Bianca Benevenuti
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Se persistir o quadro atual, no avanço de quadros de depressão,  em 2020 será a segunda maior doença incapacitante, perdendo apenas para doenças cardíacas.

A depressão seria uma tristeza?

Segundo Teng Chei Tung, médico do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, em São Paulo.  “A tristeza é uma emoção universal e tem o seu valor: leva à introspecção, ajuda a elaborar a frustração e contribui para o amadurecimento”, logo; em linhas gerais a tristeza, faz parte da vida do indivíduo, e inclusive é benéfica. Porém, quando é persistente, paralisante e muito profunda, pode se tornar a Depressão.

A ONU (organização Mundial da Saúde) comenta  que em 2020 a Depressão será a segunda doença que mais incapacitará as pessoas, tanto na área profissional, quanto na área pessoal. As tirará do convívio da família e das atividades laborais.

Breve histórico da depressão.

A depressão data da antiguididade, há 500 anos AC, mas era conhecida como “MelanKolia”, do grego melano chole, significando bílis negra. Pois os gregos já partilhavam a idéia moderna de que as doenças da mente estão conectadas de algum modo à disfunção corporal. A prática médica grega era baseada na teoria dos quatro humores, que considerava o temperamento como conseqüência dos quatro fluidos corporais: fleuma, bile amarela, sangue e bile negra. No texto intitulado Da Natureza do Homem, Hipócrates (ou seu genro Polibeu, não se sabe ao certo) estabelece uma correspondência entre os 4 humores, as 4 estações do ano e as 4 características fundamentais da matéria (quente, fria, seca e úmida). A cada um dos humores ele relacionou um sintoma psicológico. Em seu estado normal, o homem teria os 4 bem equilibrados. O problema se daria em casos de excesso de um ou de outro. Bile amarela demais causaria um temperamento raivoso, da mesma maneira que a bile negra em abundância provocaria a depressão. “Se a tristeza e a angústia não passam, o estado é melancólico”, disse Hipócrates em seus Aforismas.

Hipócrates, no século V antes de Cristo, escreve sobre a melancolia: “uma afecção sem febre, na qual o espírito triste permanece sem razão fixado em uma mesma idéia, constantemente abatido […]”3:14. E Freud em 1917, escreveu Luto e melancolia, texto no qual afirma que a melancolia é uma forma de luto e que surge de uma sensação de perda da libido.

No século atual, já foi comprovado que existem fatores genéticos envolvidos nos casos de depressão,  e que também pode ser provocada por uma disfunção bioquímica do cérebro, no caso ligados aos hormônios, a serotonina por exemplo. O  CID (Classificação Estatística Internacional de Doenças), DSM (Estatística das Perturbações Mentais) catalogam a depressão como doença mental, sendo necessário o acompanhamento Psiquiátrico e Psicológico. O termo depressão foi inicialmente usado em inglês para descrever o desânimo em 1660, e entrou para o uso comum em meados do século XIX.

 

Agora, porque temos ouvido tanto falar sobre este tema? Porque tanta preocupação?

Porque além de levar a situações extremas, como pro exemplo, auto mutilação e  suicídio, é considerada como doença e como tal, existe tratamento e meios para levar o indivíduo depressivo a melhora. Sabe-se que a depressão não promove apenas uma sensação de infelicidade crônica, mas incita alterações fisiológicas, como baixas no sistema imune e o aumento de processos inflamatórios. Por essas e outras, já figura como um fator de risco para condições como as doenças cardiovasculares.

Esse transtorno psiquiátrico atinge pessoas de qualquer idade — embora seja mais frequente entre mulheres — e exige avaliação e tratamento com um profissional. O desânimo sem fim é fruto de desequilíbrios na bioquímica cerebral, como a diminuição na oferta de neurotransmissores como a serotonina, ligada à sensação de bem-estar.

Hoje em dia quase não se usa o termo melancolia. A palavra ainda é usada para casos profundos de depressão, esse sim, o termo médico em voga. O mundo de hoje vê a depressão como uma doença sem qualquer implicação positiva. Do ponto de vista clínico, a depressão é uma doença incapacitante e, diferente da tristeza, não pode ser controlada pelo paciente sozinho.

Agora; o que não se deve fazer, em casos de pessoas com o diagnóstico de depressão?

Desconsiderar, achar que não é nada, ou que é “frescura”!

Depressão mão é frescura! Como citado acima, é doença e deve ser cuidada e monitorada de perto, como qualquer outra doença.

 

 

 

 

 

 

Fontes:

Gonçales,  Cintia Adriana . Machado, Ana Lúcia. DEPRESSÃO, O MAL DO SÉCULO: DE QUE SÉCULO?

https://saude.abril.com.br/medicina/depressao-sintomas-diagnostico-prevencao-e-tratamento/

https://saude.abril.com.br/medicina/depressao-sintomas-diagnostico-prevencao-e-tratamento/

https://super.abril.com.br/historia/historia-da-depressaono-canto-da-vida/

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A ponte Rio Grande, que passa sobre o rio de mesmo nome, será totalmente interditada na noite desta quinta-feira (5/2), após apresentar trincas em um dos pilares da estrutura. A ponte liga a cidade de Conceição das Alagoas, em Minas Gerais, a Miguelópolis, no interior de São Paulo. O Departamento de Estradas de Rodagem (DER) de Minas Gerais já havia determinado que apenas veículos de até quatro toneladas poderiam circular pela ponte, mas, após uma nova vistoria, realizada nessa quarta-feira (4/2), o departamento determinou a interdição total. A ponte é considerada um importante elo de ligação entre a Rodovia MG-427 e o estado de São Paulo, garantindo acesso a municípios do interior paulista, como Barretos. Uma das opções de desvio para os motoristas que usam o trajeto é seguir pela MG-427 até a cidade de Planura, depois acessar a BR-364 – que passa a se chamar SP-326 quando muda de estado, seguir até Barretos e, de lá, continuar pela SP-25 até a cidade de Guaíra. Outra rota alternativa é pela MG-427, no sentido de Uberaba, depois seguir pela BR-050 até a cidade de Delta e, ao atravessar a divisa entre Minas Gerais e São Paulo, continuar pela SP-330 em direção a Ituverava e, de lá, acessar a SP-385 até Miguelópolis. Segundo profissionais envolvidos na análise da ponte, as dimensões das trincas identificadas “comprometem a segurança dos usuários”. “O DER-MG está em contato com o Departamento Rodoviário de São Paulo com o objetivo de viabilizar ações para recuperação da estrutura, possibilitando a retomada da circulação de veículos no local”, diz o comunicado. Não há previsão para a retomada do tráfego na via. Enquanto isso, o departamento de estradas mineiro orienta que os motoristas respeitem “rigorosamente” a interdição e a sinalização instalada no local.