PROMÍSCUO, segundo livro do professor de literatura Fernando Impagliazzo, 30 anos, faz um importante relato de como é viver com o vírus HIV, expressando seus pensamentos em ritmo de poesia. O lançamento será dia 5 de março em uma live pelo instagram da editora Urutau (@editoraurutau), a partir das 20:30. O livro integra o projeto MilTons de escrita em resposta aos retrocessos no Ministério da Educação. 

(Dois outros jovens escritores também estarão lançando simultaneamente seus livros dentro da live do projeto MilTons: Do verbo corresponder e o que vem antes, de Amanda Magalhães, e O pote de ouro era amor, de Naiara Reis). 

Venda disponível no site da Urutau (https://editoraurutau.com.br/

RELEASE – LIVRO PROMÍSCUO

O SENTIDO DA PROMISCUIDADE (por Fernando Impagliazzo) 

O que é ser homem? Como lidar com a vulnerabilidade vinda do nosso machismo aprendido por anos? Há uma outra maneira de (re)pensar a sexualidade, o corpo, o sexo? Como é, em 2021, conviver com o vírus hiv? Fernando Impagliazzo, em seu segundo livro de poesia, a ser lançado pela editora Hecatombe/Urutau, o Promíscuo, tenta lançar luz nessas e outras irrespondidas perguntas. O livro integra o projeto MilTons de escrita em resposta aos retrocessos no Ministério da Educação.

Fernando (1990) nasceu no rio de janeiro. é poeta, professor, pesquisador, editor da revista toró e autor de Prova das nove (2014). Mestre e doutorando em literatura brasileira (ufrj), pesquisa a poesia do início do século xx. Integrou a antologia tente entender o que tento dizer: poesia + hiv/aids (bazar do tempo, 2018) com organização de Ramon Nunes Mello. Publicou poemas em revistas eletrônicas como Mallarmargens e Ruído Manifesto. O autor está soropositivo desde 2009, fato que, o fez pensar numa proposta de desconstrução poética da nossa sexualidade masculina e frágil. “Todo o homem usa uma capa imortal que não o protege de nada”. Ser homem, afinal, é a vulnerabilidade de “deixar um vazio entre as pernas”, “de deixar de ser tão homem”. (Variações acerca de ser homem). A partir de um jogo linguístico com a palavra que dá título ao livro, (pro+misceo), o poeta mostra que, nenhum de nós está isento de se sentir vulnerável e estar misturado ao mundo. Como diz o poeta, em um dos seus poemas “todo o homem quer abafar o seu grito histérico” (Histérico). Inconscientemente, o livro fala também da vulnerabilidade e do medo de sair, de caminhar por estas vias incertas, “o medo de passar doença”, “o medo de pegar doença” (Sair). Afinal, é preciso entender que “a carreira de um homem/é sempre do tamanho do solo” (Solo) e que, apesar do machismo, da sorofobia, do coronavírus ainda resistirem, nós precisamos resistir a eles, pela linguagem.

SERVIÇO

Lançamento do livro PROMÍSCUO, de Fernando Impagliazzo

Dia 5 de março, a partir das 20:30 – live pelo instagram @editoraurutau

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JÁ LEU?

A ponte Rio Grande, que passa sobre o rio de mesmo nome, será totalmente interditada na noite desta quinta-feira (5/2), após apresentar trincas em um dos pilares da estrutura. A ponte liga a cidade de Conceição das Alagoas, em Minas Gerais, a Miguelópolis, no interior de São Paulo. O Departamento de Estradas de Rodagem (DER) de Minas Gerais já havia determinado que apenas veículos de até quatro toneladas poderiam circular pela ponte, mas, após uma nova vistoria, realizada nessa quarta-feira (4/2), o departamento determinou a interdição total. A ponte é considerada um importante elo de ligação entre a Rodovia MG-427 e o estado de São Paulo, garantindo acesso a municípios do interior paulista, como Barretos. Uma das opções de desvio para os motoristas que usam o trajeto é seguir pela MG-427 até a cidade de Planura, depois acessar a BR-364 – que passa a se chamar SP-326 quando muda de estado, seguir até Barretos e, de lá, continuar pela SP-25 até a cidade de Guaíra. Outra rota alternativa é pela MG-427, no sentido de Uberaba, depois seguir pela BR-050 até a cidade de Delta e, ao atravessar a divisa entre Minas Gerais e São Paulo, continuar pela SP-330 em direção a Ituverava e, de lá, acessar a SP-385 até Miguelópolis. Segundo profissionais envolvidos na análise da ponte, as dimensões das trincas identificadas “comprometem a segurança dos usuários”. “O DER-MG está em contato com o Departamento Rodoviário de São Paulo com o objetivo de viabilizar ações para recuperação da estrutura, possibilitando a retomada da circulação de veículos no local”, diz o comunicado. Não há previsão para a retomada do tráfego na via. Enquanto isso, o departamento de estradas mineiro orienta que os motoristas respeitem “rigorosamente” a interdição e a sinalização instalada no local.