Especialista em segurança de dados e consultor de negócios, Diego Arruda, afirma necessidade de proteção individual dos aparelhos e dá dicas de como evitar invasão

A rede social ClubHouse virou alvo de atenção novamente. Desta vez, a confirmação do vazamento de mensagens privadas de usuários colocou a segurança da plataforma em cheque e acendeu um alerta nos participantes. O caso envolve um hacker que conseguiu extrair mensagens privadas de um grupo e compartilhá-las em um site chinês. A empresa informou que está apurando o ocorrido e que vai intensificar a segurança do aplicativo.

Para o consultor de negócios e especialista em segurança de rede, Diego Arruda, o problema  expõe a fragilidade dos sistemas atuais e revela a necessidade de proteção individual para a proteção de dados.

“A tecnologia usada por invasores caminha na mesma velocidade da tecnologia usada para criar novos sistemas, plataformas e melhorar o que já existe. Quanto maior o número de usuários em uma mesma rede, maior a chance de invasão por hackers e pessoas mal intencionadas”, afirma.

Na mesma proporção, o especialista indica que, enquanto usuários, as pessoas devem se precaver de maneira individual e não contar apenas com a segurança oferecida pelas plataformas.

“Além de ter um antivírus instalado no aparelho, recomendo que nunca se abra links, baixe ou abra arquivos enviados de uma fonte desconhecida, que sempre criptografe todos os dados confidenciais e faça backups periódicos dos arquivos para um armazenamento físico”, orienta.

“É importante também a utilização e configuração de autenticação em dois fatores sempre que disponível. O usuário deve sempre se preocupar também com as suas perguntas de segurança, pois, às vezes, uma simples busca  nas redes sociais já será suficiente para identificar a resposta. E claro, evitar a exposição demasiada de informações sociais que facilitariam uma possível invasão ou descoberta de senha por engenharia social”, finaliza.

Ainda de acordo com Arruda, caso a conta seja invadida, a orientação é desvincular as contas de nuvem, substituir o dispositivo, alterar todas as senhas e aumentar a segurança online em um novo dispositivo.

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JÁ LEU?

A ponte Rio Grande, que passa sobre o rio de mesmo nome, será totalmente interditada na noite desta quinta-feira (5/2), após apresentar trincas em um dos pilares da estrutura. A ponte liga a cidade de Conceição das Alagoas, em Minas Gerais, a Miguelópolis, no interior de São Paulo. O Departamento de Estradas de Rodagem (DER) de Minas Gerais já havia determinado que apenas veículos de até quatro toneladas poderiam circular pela ponte, mas, após uma nova vistoria, realizada nessa quarta-feira (4/2), o departamento determinou a interdição total. A ponte é considerada um importante elo de ligação entre a Rodovia MG-427 e o estado de São Paulo, garantindo acesso a municípios do interior paulista, como Barretos. Uma das opções de desvio para os motoristas que usam o trajeto é seguir pela MG-427 até a cidade de Planura, depois acessar a BR-364 – que passa a se chamar SP-326 quando muda de estado, seguir até Barretos e, de lá, continuar pela SP-25 até a cidade de Guaíra. Outra rota alternativa é pela MG-427, no sentido de Uberaba, depois seguir pela BR-050 até a cidade de Delta e, ao atravessar a divisa entre Minas Gerais e São Paulo, continuar pela SP-330 em direção a Ituverava e, de lá, acessar a SP-385 até Miguelópolis. Segundo profissionais envolvidos na análise da ponte, as dimensões das trincas identificadas “comprometem a segurança dos usuários”. “O DER-MG está em contato com o Departamento Rodoviário de São Paulo com o objetivo de viabilizar ações para recuperação da estrutura, possibilitando a retomada da circulação de veículos no local”, diz o comunicado. Não há previsão para a retomada do tráfego na via. Enquanto isso, o departamento de estradas mineiro orienta que os motoristas respeitem “rigorosamente” a interdição e a sinalização instalada no local.